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Meu filho está em crise: o que fazer agora

Crise de asma, reação alérgica, urticária com inchaço. Primeiro, veja se é caso de pronto-socorro. Se não for, saiba o que fazer em casa e como conseguir um horário rápido com o alergista pediátrico.

Crise de asma: o que fazer em casa

Se a criança já tem asma e um plano de ação escrito pelo médico, siga-o. Se não tiver, estes passos são os mais usados enquanto você decide se precisa de pronto-socorro:

  1. Mantenha a calma e sente a criança, sem deitá-la. Afrouxe a roupa e deixe o ambiente arejado.
  2. Use o broncodilatador de resgate com espaçador (o "bombinha" de alívio), na dose que o médico prescreveu. Se a criança ainda não tem prescrição, vá ao pronto-socorro.
  3. Reavalie em 20 minutos. Se ainda houver chiado ou cansaço, repita a dose, até no máximo três doses em uma hora.
  4. Sem melhora após uma hora, ou piora em qualquer momento: pronto-socorro ou 192. Leve o espaçador e a bombinha.

Chiado que volta toda semana, tosse seca à noite ou ao rir e correr, e idas repetidas ao pronto-socorro indicam asma mal controlada. Isso tem tratamento de manutenção, e é para isso que serve a consulta. Veja mais em asma infantil.

Reação alérgica grave (anafilaxia)

Pense em anafilaxia quando, minutos a poucas horas depois de um alimento, remédio ou picada de inseto, aparecem manchas ou vermelhidão na pele junto com falta de ar, chiado, inchaço de lábios ou língua, vômitos repetidos, palidez ou moleza. A pele pode, às vezes, nem estar afetada.

  1. Se a criança tem adrenalina prescrita (caneta autoinjetável), aplique de imediato na face lateral da coxa, conforme o treinamento recebido. É o tratamento de primeira linha.
  2. Ligue 192 ou vá ao pronto-socorro, mesmo que ela melhore depois da aplicação. A reação pode voltar horas depois.
  3. Deite a criança de barriga para cima, com as pernas elevadas. Se estiver vomitando, deite de lado. Não a deixe em pé nem sentada de repente.
  4. Afaste o gatilho (guarde a embalagem do alimento ou do remédio para mostrar à equipe) e anote o horário em que os sintomas começaram.

Anti-histamínico não substitui a adrenalina. Ele alivia a coceira e as manchas, mas não trata a falta de ar nem a queda de pressão, e não deve atrasar a ida ao pronto-socorro.

Urticária e manchas na pele sem sinais de gravidade

Placas vermelhas e elevadas, com coceira, que mudam de lugar e somem em horas, sem nenhum dos sinais de emergência acima, costumam ser urticária aguda. Na criança, a causa mais comum é uma infecção viral, e não alergia alimentar.

  • Fale com o médico da criança sobre o uso de um anti-histamínico de segunda geração, na dose certa para o peso e a idade.
  • Fotografe as lesões: elas costumam sumir antes da consulta e a foto ajuda muito no diagnóstico.
  • Anote o que a criança comeu, tomou e fez nas horas anteriores, sem cortar alimentos por conta própria.
  • Se as lesões persistirem por mais de seis semanas, ou voltarem com inchaço de lábios e pálpebras, marque avaliação com o alergista.

Detalhes em urticária infantil.

O que não fazer

  • Não espere para ver se passa quando houver falta de ar, inchaço de boca ou garganta ou moleza.
  • Não dê dose maior de remédio por conta própria, nem sobras de receitas antigas.
  • Não deixe a criança sozinha nem a leve de carro sem outro adulto se estiver piorando: ligue 192.
  • Não corte vários alimentos da dieta sem orientação. Dieta restritiva sem diagnóstico atrasa a investigação e pode fazer mal.
  • Não use nebulização com receitas caseiras nem chás no lugar do tratamento de resgate.

Depois da crise: por que passar no alergista

O pronto-socorro resolve a urgência, mas não explica por que a crise aconteceu. A consulta com o alergista pediátrico serve para:

  • Descobrir o gatilho, com história detalhada e, quando indicado, testes alérgicos
  • Definir um plano de ação por escrito para a família e a escola
  • Ajustar o tratamento de manutenção para reduzir novas crises
  • Orientar sobre adrenalina autoinjetável quando houver risco de anafilaxia

Já foi atendido e quer o horário mais próximo?

O consultório encaixa quadros agudos em até 48 horas nas unidades Tatuapé e Ibirapuera. Escolha o jeito que for mais rápido para você.

Consultas com hora marcada. Tatuapé: segunda 15h–18h e terça 8h–11h · Ibirapuera: quarta e quinta 14h–18h e sexta 8h–12h. A equipe responde no WhatsApp o dia todo.

Este canal é para agendamento. Em risco de vida, ligue 192.

Perguntas frequentes

Meu filho está com crise de asma, o que faço primeiro?

Mantenha a calma, sente a criança e use o broncodilatador de resgate com espaçador na dose que o médico prescreveu. Se ela fala com dificuldade, está com os lábios arroxeados, com as costelas afundando ao respirar ou não melhora após três doses em uma hora, vá imediatamente ao pronto-socorro ou ligue 192.

Como saber se uma reação alérgica é anafilaxia?

Suspeite de anafilaxia quando, após contato com um alimento, medicamento ou picada de inseto, a criança tem sintomas na pele (urticária, vermelhidão) junto de falta de ar, chiado, inchaço de lábios ou língua, vômitos repetidos, palidez, moleza ou desmaio. É emergência: aplique a adrenalina, se houver prescrita, e ligue 192.

Anti-histamínico resolve uma reação alérgica grave?

Não. Na anafilaxia o tratamento de primeira linha é a adrenalina intramuscular. O anti-histamínico alivia a coceira e as manchas, mas não trata a falta de ar nem a queda de pressão, e não deve atrasar a ida ao pronto-socorro.

Depois que a crise passou, preciso consultar um alergista?

Sim. Depois de uma crise de asma, de uma reação alérgica a alimento ou medicamento ou de urticária com inchaço, a avaliação com o alergista ajuda a descobrir o gatilho, definir um plano de ação por escrito e evitar que o episódio se repita.

O consultório consegue encaixar rápido depois de uma crise?

Sim. O consultório do Dr. Bruno William encaixa quadros agudos em até 48 horas nas unidades Tatuapé e Ibirapuera. Em situações de risco de vida, o primeiro passo é sempre o pronto-socorro ou o 192, não o agendamento.

Condições que também trato:

Referências científicas

  1. Global Initiative for Asthma (GINA). Global Strategy for Asthma Management and Prevention. 2025.
  2. Cardona V, Ansotegui IJ, Ebisawa M, et al. World Allergy Organization Anaphylaxis Guidance 2020. World Allergy Organ J. 2020;13(10):100472.
  3. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Anafilaxia: diretrizes brasileiras. Arq Asma Alerg Imunol.
Sobre esta página. Conteúdo escrito e revisado por Dr. Bruno William Lopes de Almeida — CRM-SP 222528 · RQE 1406541 (Alergia e Imunologia) · RQE 140654 (Pediatria). Residência em Alergia e Imunologia pela UNIFESP. Última revisão em 12 de outubro de 2026.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica nem o atendimento de emergência. Não use esta página para decidir se uma situação é grave: diante de qualquer dúvida sobre risco de vida, ligue 192 ou vá ao pronto-socorro.